Um dia frio inspira a todos os seres humanos.
Em diferentes proporções e com diferentes efeitos mas, em verdade, a inspiração é real.
Alguns insipiram-se em dormir, ou ler, ou qualquer outra atividade individual.
E individualidade não é asism, tão ruim. Muito pelo contrário. Relações são dificeis de manter, e, por muitas vezes, quando o trabalho dificil desgasta, a única salvação possivel é ter, por companhia, a companhia da única pessoa que estará ao seu lado por todo o sempre.
Para mim, a vantagem de um dia frio é a inspiração para o verbo escrito.
Uma tola poesia de dias frios.
Um brinde à solidão,
companheira efêmera em horas frias.
Horas tais em que o campo de sensações extende-se,
e vislumbramos mais do que simples
comprimentos,
larguras,
profundidades.
Enxergamos com cada extremidade sensorial.
Ouvimos
cada
batida
dos
corações alheios à nossa vida,
e tateamos com a ponta de nossas almas
as camadas mais remotas da,
assim chamada,
realidade.
E o vinho, e a música, e o clima.
E um brinde à solidão.
domingo, 1 de junho de 2008
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1 CommentzZz...:
Oie!
Gostei do poema!
Achei ele bastante revelador. começa como um texto mais prosáico, nemparece poesia no começo, depois vai ganhando um ritmo interessante, que reflete o estado de espirito que vc estava. Sentia uma tentativa de afirmação de uma alegria inexistente que é negada o tempo todo pela escolha das palavras, pela perspectiva de que a solidão é inevitável e (viagem agora) de certa forma insuportável... dias frios trazewm melancolia e parece que ela está no título até o ponto final. Existe a idéia de brinde e celebração, mas brindar com quem? quem segura a outra taça? e mais, se a solidão é efêmera, poruqe ela parece ficar tanto, rondando?
Seu poema nao tem nada de tolo, como ele prentensamente se julga.. ele é muito pungente. Faz a gente se questionar, tentar ler nas entrelinhas. De que forma a letargia do frio permite aos sentidos uma expansão? O que há além das 3 dimensões? I wonder...
Congrats!
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